sexta-feira, 30 de maio de 2014
terça-feira, 27 de maio de 2014
Nossa lucidez sobre nós mesmos
Negar o lado escuro de nossa personalidade, ou não lhe dar importância, é subestimar a sutileza de seu poder atuante em nossos comportamentos e atitudes. É imprescindível admitir nossa face desconhecida, pois só podemos nos redimir ou transformar até onde conseguimos nos ver. Utilizamos o mecanismo da repressão para nos desviar da nossa própria realidade; desprezamos o nosso lado frágil e nos distanciamos das verdadeiras intenções egoísticas que mobilizam nossas condutas diárias. Passamos, a partir daí, a construir uma auto-imagem de perfeição que nos torna "falsos realizadores do bem" ou "profissionais do altruísmo". Nenhum processo de crescimento é possível até que a sombra seja adequadamente confrontada. Confrontá-la significa examiná-la com atenção e admiti-la plenamente. A denominação de "sombra" refere-se às partes desconhecidas da personalidade que foram banidas da realidade, pois o homem não quer vê-las em si mesmo. A melhor postura para nos renovarmos no bem e colaborarmos verdadeiramente com a transformação espiritual daqueles que nos rodeiam é lembrarmo-nos de nossa condição de almas em aprendizagem e permanecermos alicerçados na realidade daquilo que somos e podemos fazer, e não na ilusão do que deveríamos ser ou fazer, ou que "acreditamos" ser. A consciência lúcida acerca da sombra impulsiona a criatura a não mais buscar uma vítima: alguém ou alguma coisa para acusar e atacar. Não mais precisando ser impecavelmente correta e bondosa, não fará dos outros alvo de seus infortúnios. Apenas quando nossas fragilidades deixarem de ser demonizadas é que seremos levados a lidar com elas em termos de experiência evolutiva. A lucidez dá integridade ao homem, mostrando-lhe que deve aceitar a si mesmo. Ao mesmo tempo, faculta-lhe uma visão clara que o impedirá de projetar seus pontos fracos nos outros, o que facilitará ampla compreensão dos que com ele convivem.
AUTOCONHECIMENTO
O autoconhecimento é a capacidade inata que nos permite perceber, de forma gradativa, tudo que necessitamos transformar. Ao mesmo tempo, amplia a consciência sobre nossos potenciais adormecidos, a fim de que possamos vir a ser aquilo que somos em essência.
O autoconhecimento nos dá a habilidade de saber como e onde agem nossos pontos frágeis e até a quem atribuímos nossas emoções e sentimentos, facilitando-nos compreender melhor os que nos rodeiam. Caminhar no processo do autoconhecimento significa desenvolver gradativamente o respeito aos nossos semelhantes, impedindo que façamos projeções triviais e levianas de nossas deficiências nos outros.
Apenas quando tivermos um considerável conhecimento de nós mesmos é que poderemos ajudar efetivamente alguém. Se desconhecemos nosso mundo interior, como poderemos transmitir segurança e determinação ou dar força aos outros? O autoconhecimento requer constante auto-reflexão. Muitos relacionamentos não dão certo porque as pessoas não olham para dentro de si mesmas, não percebendo, assim, seus pontos vulneráveis e suas limitações. Quando atenuamos ou amenizamos as críticas a nosso respeito e a respeito dos outros, estamos assimilando de forma verdadeira as lições que o autoconhecimento nos proporciona. Não são os grandes conflitos que tornam nossas relações (de negócios, de amizade, de
família, conjugais) malsucedidas, e sim um conjunto de "insignificantes diferenças", reunidas através de longo período de tempo. Cobranças, indelicadezas, petulância, insensibilidade, autoritarismo, desinteresse, impaciência, desrespeito - essas pequenas faltas no dia-a-dia podem destruir até mesmo as mais antigas e afetuosas convivências. Embora não possamos perceber de forma clara e direta, lançamos na vida interpessoal pensamentos e emoções inaceitáveis. Eles formam nosso lado escuro - aquela área do inconsciente que governa e, ao mesmo tempo, dita as normas tanto nos confrontos desagradáveis como nos ímpetos de deboches e gracejos em nossos inúmeros relacionamentos.Nossa "área sombria" é uma região inexplorada e indomada que atua de forma imperceptível em nossas ações e atitudes. Geralmente, é essa "área" que participa de nossas "supostas brincadeiras" e influencia com precisão o tipo de palavras engraçadas e picantes que deveremos usar nas piadas chulas, nas expressões maliciosas e zombeteiras.
Aqueles que não conhecem a si mesmos dificilmente terão um bom relacionamento com os outros. O ser humano deve afastar de sua vida hábitos e crenças que o tornam inconsciente da própria vida íntima. Só tememos o que desconhecemos. O autoconhecimento requer um constante exercício, no reino do pensamento reflexivo, sobre as sensações externas e internas. Viver uma vida sem reflexão é como escutar
uma música sem melodia.
Renegamos ou não percebemos de forma lúcida essa área oculta e profundamente influente que existe em nossa intimidade. Por essa razão, projetamos nossa sombra "lá fora", nas qualidades ou nas atitudes desagradáveis dos outros. Quando sentimos grande admiração por uma criatura, ou quando reagimos intensamente contra alguém, isso talvez seja a manifestação de nossa sombra. A negação da sombra faz com que abominemos as deficiências alheias, evitando vê-las em nós. Também atribuímos aos outros nossos potenciais não desenvolvidos, fazendo deles heróis ou gurus - nutrimos enigmáticas alianças ou paixões desmedidas.A qualidade mediadora para unir os opostos e que nos leva ao equilíbrio se chama amor. O amor une as pessoas e, ao mesmo tempo, as interliga com as outras criaturas. Não podemos projetar nossas atitudes rudes, sombrias, insuportáveis e complicadas sobre entidades exteriores, como os "demônios". A característica básica daqueles que acreditam em seres criados especificamente para o mal é buscar constantemente um "bode expiatório" para tudo na vida. As criaturas que assim crêem precisam, no fundo,
negar seu lado fraco ou impulsos inaceitáveis, culpando o mundo pelo desequilíbrio que elas não vêem em si mesmas. São consideradas caçadoras crônicas de bodes expiatórios e quase sempre escapam de suas responsabilidades, atos e conseqüências com uma projeção do tipo: "O diabo ou os maus espíritos me levaram a fazer ou falar isso." O Espiritismo ensina que o desequilíbrio reside na intimidade de cada um de nós. Quando temos a coragem de ouvir os "demônios" interiores - que simbolizam alguns aspectos de nossa sombra, isto é, aquelas tendências em nós que mais tememos e das quais fugimos , atingimos com mais facilidade a auto-melhoria.
Lindo esse texto - muito interessante
MÃE DESNECESSÁRIA
por Euckaris Guimaraes Mendes - karislumen@yahoo.com.br"A boa mãe é aquela que vai se tornando desnecessária com o passar do tempo." Várias vezes ouvi de um amigo psicanalista esta frase e ela sempre me soou estranha. Até agora.
Chegou a hora de reprimir de vez o impulso natural materno de querer colocar a cria embaixo da asa, protegida de todos os erros, tristezas e perigos. Uma batalha interna hercúlea, confesso.
Quando começo a esmorecer na luta para controlar a supermãe que todas temos dentro de nós, lembro da frase, hoje absolutamente clara. Se eu fiz o meu trabalho direito, tenho que me tornar desnecessária.
Antes que alguma mãe apressada venha me acusar de desamor, preciso explicar o que significa isto. Ser desnecessária é não deixar que o amor “incondicional” de mãe, que sempre existirá, provoque vício e dependência nos filhos, como uma droga, a ponto de eles não conseguirem ser autônomos, confiantes e independentes. Prontos para traçar seu rumo, fazer suas escolhas, superar suas frustrações e cometer os próprios erros também.
A cada fase da vida, vamos cortando e refazendo o cordão umbilical. A cada nova fase, uma nova perda e um novo ganho, para os dois lados, mãe e filho. Porque o amor é um processo de libertação permanente e esse vínculo não para de se transformar ao longo da vida. Até o dia em que os filhos se tornam adultos, constituem a própria família e recomeçam o ciclo.
O que eles precisam é ter certeza de que estamos lá, firmes, na concordância e na divergência, no sucesso ou no fracasso, com peito aberto para o aconchego, o abraço apertado, o conforto nas horas difíceis.
Pai e mãe - solidários - criam filhos para serem livres. Esse é o maior desafio e a principal missão. Ao aprendermos a ser desnecessários, nos transformamos em porto seguro para quando eles decidem atracar." (D. A)
Pegando esse gancho, digo sempre às minhas pacientes “Mamães Angustiadas pela Autonomia dos Filhotes” que quando esquecemos de parar de sermos mães, nossos filhos se afastam de nós...eles precisam pensar com suas cabeças, cometer seus próprios erros e acertos!
Convenhamos, é muito chato uma mãe eterna no nosso pé...precisamos reconhecer, aliás com muito orgulho que eles, os nossos filhos crescem, se tornam autônomos, e muito melhores que nós, Graças a Deus!
Como diz o texto, é sinal de que fizemos um bom trabalho, quando percebemos que estamos sendo dispensadas e desnecessárias. É hora de descansar e curtir a turma de preferência à distância...
Lembre-se, muito melhor ser SOLICITADA que “OFERECIDA!!!”
Certa vez uma senhora pediu-me ajuda como terapeuta, pois não sabia o que fazer com um sobrinho, filho único, cuja mãe veio a desencarnar há pouco tempo. Um jovem de 18 anos, totalmente dependente, não queria estudar, colaborar, nem trabalhar... sua mãe o educara assim, com tudo à mão e à boca...nunca soubera antes o que seria fazer algo útil e construir seu futuro.
O jovem sobrinho estava desarmonizando toda a sua família de três filhos que por serem todos independentes, estudiosos, trabalhadores e responsáveis, não aceitavam o primo ocioso em sua casa.
Ao ouvir o relato de minha paciente, deparei-me em como eu sou feliz, pois tenho três filhos totalmente independentes, bem formados moralmente e intelectualmente...
e fui fundo: se eu morrer agora não deixarei nenhum filho desamparado ou sob a responsabilidade de algum parente...meu Deus como sou feliz! A única falta que sentirão de mim será afetiva, emocional!
Senti então uma profunda gratidão à vida, a Deus e um tremendo orgulho da mãe que eu fui um dia, QUANDO ELES NECESSITAVAM DE UMA, pois hoje sou apenas uma Grande Amiga!
Ah! Continuo a distância! Quando sou solicitada sou a primeira a chegar! Caso contrário fico na minha, assisto à distância o desenrolar de suas vidas com muitos acertos, com inúmeros erros mas que eles “tiram de letra”, com muito mais competência que eu faria, se estivesse em seus lugares.
E dou Graças a Deus!!!
EUCKARIS GUIMARÃES MENDES
segunda-feira, 26 de maio de 2014
Assinar:
Postagens (Atom)

.jpg)




